Diocese de Lages

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LANÇADA A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2021 NA SERRA CATARINENSE

            O bispo da diocese de Lages, Dom Guilherme Werlang, reuniu a imprensa nesta quarta-feira de cinzas (17 de fevereiro), na Cúria Diocesana,  para uma entrevista sobre o início da Quaresma  e também sobre a Campanha da Fraternidade 2021.

            Ele explicou que a quaresma, período de 40 dias antes da semana santa, é o tempo especial que a igreja chama à conversão, para uma mudança de vida, de volta à vida cristã. “A penitência, a oração e a caridade formam o tripé que nos coloca em comunhão com Deus, e dão sustentação à essa conversão que a igreja nos convida” explica Dom Guilherme. Neste período quaresmal, a igreja promove a Campanha da Fraternidade, cujo tema em 2021 é “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade”, extraído da carta de São Paulo aos Efésios, capítulo 2, versículo 14.

           O objetivo geral desta campanha é o convite às comunidades de fé e pessoas de boa vontade a pensarem, avaliarem e identificarem caminhos para superar as polarizações e violências através do diálogo amoroso, testemunhando a unidade na diversidade. De 5 em 5 anos, estão sendo realizadas no Brasil,  Campanhas da Fraternidade Ecumênica, envolvendo as igrejas do CONIC (Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil). “Isso porque Cristo é a nossa Paz, e não pode ser uma divisão. Nós somos irmãos, e não tem nada mais cristão do que nos unirmos para refletir esses temas diferentes”, explicou Dom Guilherme. E completou: “o ódio e a violência só podem ser superados mediante o diálogo entre os diferentes; e nós, cristãos, precisamos superar as formas de violência e dialogar com aqueles que pensam diferente de nós”.

Gestos Concretos

Dom Guilherme explicou que em Lages, já no ano passado ocorreu uma experiência de celebração ecumênica na Semana Santa, e a intenção é construir novamente esse diálogo envolvendo outras igrejas. Em razão do aumento da pandemia, ainda não está definido se ocorrerão as celebrações e encenações no Morro da Cruz, ou se serão num outro formato, que evite aglomerações. “Por enquanto, estamos aconselhando nossas paróquias, a utilizarem a criatividade e  evitarem a realização de procissões para que não haja aglomerações”, ressaltou Dom Guilherme.

Ele disse ainda que as paróquias irão intensificar   gestos concretos de arrecadação de  roupas e alimentos para auxiliar os que mais sofrem  neste tempo de pandemia do novo coronavírus.

Existe ainda a Coleta Nacional da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos nas comunidades de todo o Brasil. Os recursos são destinados aos Fundos Diocesanos e Nacional da Solidariedade, os quais apoiam projetos sociais relacionados à temática da campanha.

Texto e fotos: Adriana Palumbo Rodrigues

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